A secretária de Saúde de Lagoa Seca, Cristiane Cavalcanti, concedeu entrevista na manhã desta quarta-feira (14), ao programa Se Liga Lagoa Seca, onde falou sobre a inauguração da nova sede do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), marcada para o próximo dia 21, além de apresentar um panorama das ações e desafios da saúde no município.
Durante a entrevista, a secretária destacou que a nova sede do CAPS oferece um espaço mais amplo, adaptado e arejado, garantindo mais conforto e dignidade aos usuários. Cristiane explicou que o serviço vai além do acompanhamento médico, incluindo a participação em oficinas terapêuticas e outras atividades, fundamentais para a reinserção social e o fortalecimento da saúde mental.
Ao abordar campanhas como Janeiro Branco e Setembro Amarelo, a secretária ressaltou que, embora aconteçam ao longo do mês, muitas ações são realizadas de forma discreta, justamente para preservar a privacidade dos pacientes e evitar qualquer tipo de exposição de pessoas que enfrentam quadros de ansiedade, depressão ou outros transtornos mentais.
Cristiane Cavalcanti reforçou ainda que a Unidade Básica de Saúde é a porta de entrada do usuário no sistema municipal. A partir desse primeiro atendimento, o paciente pode ser encaminhado para especialidades ofertadas na Policlínica Municipal, conforme a necessidade de cada caso.
A secretária também anunciou que a gestão municipal pretende reformar ainda este ano as unidades de saúde das regiões São José, Vila Florestal e Chã do Marinho, todas com sedes próprias do município. Em 2025, já foram entregues à população as unidades do Inácia Leal (Centro) e do Campinote.
Sobre o tempo de espera para atendimentos e exames, Cristiane explicou que cada caso segue critérios técnicos, realidade que também ocorre em clínicas particulares. Ela destacou ainda os desafios financeiros enfrentados pelos municípios, ressaltando que os recursos repassados pelo Governo Federal mal cobrem os custos da saúde municipal, citando, por exemplo, a folha de pessoal do hospital, que gira em torno de R$ 100 mil.
Outro ponto abordado foi a limitação de cotas para exames de alta complexidade. Segundo a secretária, Lagoa Seca recebe da União apenas duas cotas de ressonância magnética e uma de PET-Scan por ano, o que obriga o município a buscar alternativas para atender a demanda. “Mesmo com essas limitações, Lagoa Seca oferta serviços além do que o SUS garante”, destacou.
Cristiane também falou sobre os investimentos no hospital municipal, informando que a Prefeitura aguarda a definição das agendas médicas para retomar a realização de cirurgias de pequeno e médio porte. Por fim, a secretária lembrou que o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e algumas Unidades Básicas de Saúde estão funcionando no período noturno, ampliando o acesso aos serviços e beneficiando trabalhadores que não conseguem atendimento durante o dia.